Palco da Copa 2018, a Rússia foi pioneira na Grama Sintética para Futebol

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Rússia foi pioneira na Grama Artificial para Futebol Profissional

Quando Chelsea e Manchester United saíram da Inglaterra rumo a Moscou, para a disputa da final da Liga dos Campeões de 2008, a federação europeia de futebol requisitou uma medida polêmica: a troca da grama sintética do estádio Luzhniki.

O pedido foi polêmico pois, desde 2002, a FIFA — entidade máxima do esporte no mundo — já havia autorizado o uso de grama sintética para futebol. Mesmo assim, a troca foi feita para a partida entre os ingleses.

Clima Russo e a Grama Sintética

A verdade é que em certas regiões da Rússia o frio pode atingir temperaturas inimagináveis para quem vive no Brasil. E tamanho frio prejudica o crescimento e a manutenção dos fios de grama natural.

Por isso, após reformas que ampliaram a sua capacidade nas últimas décadas, o Luzhniki foi o primeiro estádio a ter autorização para a instalação da grama sintética para futebol.

O estádio recebeu novos reparos para ser a sede de Moscou na Copa 2018. Será a primeira vez na história que partidas do Mundial masculino serão disputadas em gramado artificial.

Polêmicas da Grama Sintética no Futebol

Mesmo superado o episódio envolvendo a final de Chelsea x Manchester em 2008, algumas polêmicas insistem em aparecer quando o assunto é grama sintética para futebol. Em 2015 foi a vez do Canadá e do Mundial feminino.

Algumas jogadoras reclamaram e ameaçaram processar a FIFA por autorizar jogos da Copa em gramado artificial — tendo como argumento o fato de isso nunca ter acontecido no torneio masculino. Dirigentes da FIFA tiveram de se pronunciar a favor do tipo de grama.

No começo de 2017, muitos clubes brasileiros também pediram a troca do piso da Arena da Baixada. O campo do Atlético Paranaense é o único brasileiro a possuir grama sintética.

Por trás de pedidos e reclamações, no entanto, existe muita política e jogo de interesses.

A Grama Sintética vai Triunfar

Pelas recentes movimentações da FIFA e dos clubes ao redor do mundo, além do desenvolvimento e grau de refinamento dos atuais tipos de grama sintética, fica evidente que é apenas questão de tempo até a resistência cessar.

Além do Luzhnik, palco da Copa 2018, e da Arena da Baixada, outros estádios de futebol ao redor do mundo já aderiram ao artificial. São eles:

  • Estádio do Bessa (Portugal)
  • CenturyLink Field (EUA)
  • Estádio Caliente (México)
  • Stade de Suisse (Suíça)
  • Astana Arena (Casaquistão)
  • BC Place (Canadá)

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